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UM DOM PRECIOSO DE DEUS: O nosso tempo

Há 2010 anos o autor do tempo, o Eterno entrou em nosso tempo, se fez temporal e deu ao nosso tempo um valor de Eternidade.
Na plenitude dos tempos (GI 4,4) o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1, 14). Na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, cumpriu-se o que diz a Sagrada Escritura: “Há um tempo para tudo e um tempo para todo o propósito debaixo do Céu: Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar a planta... (Ecl 3, 1-8).
No oitavo dia do seu nascimento Nosso Senhor Jesus Cristo foi circuncidado e recebu o nome dado pelo anjo antes de ser concebido. (cf. Lc 2,21) O velho Simeão foi ao Templo no momento de ver cumprida a Promessa de Deus. (cf Lc 2,27) Sua vida oculta, até aos trinta anos em Nazaré, ensina-nos também a valorizar o tempo de estudo e de preparação da nossa vida. Como Novo Moisés (que atravessou o deserto em quarenta anos) passou quarenta dias de oração e jejum no deserto.
Nada disso considerou tempo perdido, mas como preparação essencial para a sua Missao. Ele é Deus, mas quis fazer-se homem para nos ensinar a viver.
Quando alguns judeus, durante a sua vida pública, quiseram prendê-lo, ninguém lhe deitou as mãos  porque  ainda não era chegada “a sua hora” (cf. Jo 7, 30). Soube atrasar-se quatro dias para o funeral de seu amigo Lázaro, pois disso viria uma Glória maior para Deus, Seu Pai, quando ressuscitou seu amigo. (Cf. Jo 11) Foi imolado o cordeiro Pascal dos judeus. Ressuscitou ao terceiro dia, não menos, não mais, conforme tinha predito. Subiu à direita do Pai num “tempo perfeito”, quarenta dias após Ressureição. Ele é o Senhor da História.
Confesso que planear bem o tempo, é algo que estou ainda a aprender com o exemplo  de Cristo, mas também de alguns “co-irmãos” Palotinos que são bem exercitados nessa virtude.
Toda a actividade deverá ser planeada em três tipos: dia (mês ou ano).
Muitos de nós, diante da multiplicidade das tarefas, perdemos mais tempo decidindo o que se  irá fazer primeiro, e assim começar a agir, do que com a própria actividade em si. Assemelhamo-nos às vezes ao burrinho que morre de fome e sede, enquanto decide se irá comer primeiro beber água ou comer o capim que se encontram equidistantes.
É importante planear, mesmo que esse plano, na altura tenha de ser actualizado, e nos saia diferente (e não raro isso nos acontece), pois poupamos tempo.
Nesse método, primeiro anotamos as coisas essenciais, e, para elas, já damos o tempo marcado. São as coisas que não podemos deixar de fazer. Além dos nossos compromissos, deve afigurar-se nesse grupo a oração.
A segunda categoria é a das coisas importantes. São as tarefas que mais cedo ou mais tarde devemos fazer, mas que não são urgentes ainda. Por exemplo: ler um livro importante,  escrever um artigo, rezar para preparar uma homilia... (no caso dos padres). A terceira categoria é a das coisas possíveis. Para essas dá-se o tempo que sobra, ou uma hora determinada. Por exemplo, conta-se que, planeando o seu dia, o saudoso Papa João Paulo II deixava sempre uma hora livre para esse tipo de coisas, e usava no que queria.
Conta-se que inclusive, no tempo do intervalo após o almoço de alguns congressos, quando ainda era Bispo, ele subia as montanhas para esquiar e chegava a tempo para as actividades da tarde, até mais bem disposto do que os outros.
Algo que, principalmente os jovens, devem precaver-se é que, o mundo moderno, nomeadamente a televisão e a Internet, entre outros, nos apresentam um “mar” de coisas possíveis, mas que não são essenciais nem importantes. Detém-se em demasia em coisas simplesmente possíveis (boas ou más), perde-se muito tempo, e a vida passa sem cuidarmos do que é importante. O stress de muitos, deve-se a que, o que é importante, pela perda de tempo, se torna aos poucos urgente e sendo urgente, faz-se mal e com desassossego. O que é o melhor é concentrar os nossos esforços no que é importante, antes que esse importante se torne urgente. Uma vida só de coisas urgentes mata a criatividade e as inspirações que o Senhor nos dá, e que precisam de tempo para serem colocadas em prática.
Até a justa recreação dever ser planeada, de preferência em família.
Na minha oração diária suplico a Deus a entrega do meu passado á sua divina Misericórdia, no Seu Amor coloco o meu dia é a sua Providência confio o meu futuro.
Santa Teresinha: diz “Para amar-te, Jesus, só tenho hoje”.

Autor desconhecido

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